PRIMEIRO, SÓ PARA VOCÊ
SABER
“O Expressionismo foi um movimento
artístico e cultural de vanguarda surgido na Alemanha no
início do século XX, transversal aos campos artísticos da arquitetura, artes plásticas, literatura, música, cinema, teatro, dança e fotografia.
Manifestou-se inicialmente através da pintura, coincidindo com o aparecimento
do fauvismo francês,
o que tornaria ambos os movimentos artísticos os primeiros
representantes das chamadas "vanguardas
históricas". Mais do que meramente um estilo com
características em comum, o Expressionismo é sinónimo de um amplo movimento heterogéneo,
de uma atitude e de uma nova forma de entender a arte, que aglutinou diversos
artistas de várias tendências, formações e níveis intelectuais. O movimento
surge como uma reação ao positivismo associado
aos movimentos impressionista e naturalista,
propondo uma arte pessoal e intuitiva, onde predominasse a visão interior do
artista — a "expressão" — em oposição à mera observação da realidade
— a "impressão".
O expressionismo compreende a deformação da realidade para
expressar de forma subjetiva a natureza e o ser humano, dando primazia à
expressão de sentimentos em relação à simples descrição objetiva da
realidade. Os expressionistas utilizavam a arte como uma forma de refletir os
seus sentimentos, o seu estado anímico, propenso pelo general à melancolia, à
evocação, a um decadentismo de corte neorromântico.
Assim, a arte era uma experiência catártica,
onde se purificavam os desafogos espirituais, a angústia vital do artista.
A dança expressionista
surgiu no contexto de inovação que o novo espírito vanguardista contribuiu para
a arte, sendo reflexo de uma nova forma de entender a expressão artística. Como
nas demais disciplinas artísticas, a dança expressionista implicou uma ruptura
com o passado — neste caso o ballet clássico—, buscando novas formas de
expressão baseadas na liberdade do gesto corporal, liberto das ataduras da
métrica e do ritmo, onde adquire maior relevância a auto expressão corporal e a
relação com o espaço. Em paralelo à reivindicação naturista que ocorre na arte
expressionista —sobretudo em Die Brücke—, a dança expressionista
reivindicou a liberdade corporal, ao mesmo tempo que as novas teorias
psicológicas de Freud influíram numa maior introspeção na mente do artista, o
que se traduziu numa tentativa da dança de expressar o interior, de libertar o
ser humano das suas repressões.
A dança expressionista coincidiu com Der Blaue
Reiter no seu conceito espiritualista do mundo, visando a captar a
essência da realidade e transcendê-la. Rejeitavam o conceito clássico de
beleza, o que se expressa num dinamismo mais abrupto e áspero que o da dança
clássica. Ao mesmo tempo, aceitavam o aspecto mais negativo do ser humano, o
que subjaz no seu inconsciente mas que é parte indissolúvel do mesmo. A dança
expressionista não evitou mostrar o lado mais obscuro do indivíduo, a sua
fragilidade, o seu sofrimento, o seu desamparo. Isto traduz-se numa corporeidade
mais contraída, numa expressividade que inclui todo o corpo, ou até mesmo na
preferência por dançar descalços, o que implica um maior contato com a
realidade, com a natureza.”
(Wikipedia
- https://pt.wikipedia.org/wiki/Expressionismo)
As aulas de Mecânica Artística utilizam uma METODOLOGIA ÚNICA e INÉDITA, criada por Thérèse Bellido a partir de pesquisas próprias, à princípio inspiradas em nomes como Pina Bausch e Ohad Naharin. A metodologia reúne sua experiência como bailarina, atriz, professora de dança moderna (técnicas Martha Grahan e Horton), Rhythm Tap, Expressão Corporal e Teatro, a sua vivência com as metodologias de Preparação de Atores para Palco e Teatro-Fórum. Ainda em suas pesquisas próprias incluiu a prática da Kundalini Yoga, seu conhecimento da filosofia oriental e, obviamente, sua expertise artística como profissional que passou pelas áreas de dança, teatro, música, cinema e literatura. O objetivo é gerar experimentações corporais que utilizam a intuição, criatividade, fantasia, sensibilidade, e outros diferentes sentidos cuja linguagem corporal torna-se a sua própria linguagem verbal, capaz de se comunicar, principalmente, através dos seus movimentos corporais, englobando seus sentimentos, emoções, pensamentos e ações, e propiciando, assim, a comunicação e interação com o público.
MECÂNICA ARTÍSTICA POR THÉRÈSE BELLIDO – O MÉTODO
Na Física, a Mecânica é o Estudo do Movimento, que pode ser dividido em duas partes: Dinâmica, que estuda a CAUSA do Movimento e a Cinemátiva, que estuda o DESENVOLVIMENTO de um movimento SEM se PREOCUPAR com as CAUSAS. E foi a partir desse conceito que criei a Mecânica Artística, pois o método consiste exatamente em construir um movimento do corpo a partir de uma determinada “causa”, mas cujo desenvolvimento não se preocupa com essa “causa”.Referencial - o ponto de observação a partir do qual o movimento é percebido: QUALQUER ELEMENTO QUE RODEIA O ESPAÇO DO ALUNO OU A BASE QUE ESTÁ SUSTENTANDO O PESO DO CORPO.
DE ONDE PARTIMOS, AONDE VAMOS CHEGAR E O QUE ACONTECE NO MEIO DESSE CAMINHO.
De onde partimos? Do VAZIO. O nosso
corpo é como um reservatório de água que está cheio de limitações (físicas e
subjetivas), sensações, sentimentos e energia. E o nosso ponto de partida é
exatamente neutralizar esse corpo esvaziando esse reservatório. É preciso
passar pelo vazio para chegarmos a algo concreto.
Aonde vamos chegar?
O
resultado é uma dança livre de conceitos pré-definidos, criada a partir do
sentimento de cada artista individualmente. Na Mecânica Artística o artista tem
a liberdade de sentir seu corpo presente (chave da técnica de Isadora Duncan),
deixar o imaginário dominar o simbólico, criar a sua própria linguagem no
movimento e deixar de representar para Apresentar.
O Método Mecânica Artística baseia-se numa profunda
relação entre a música, o sentimento e o corpo, cujo foco é libertar o aluno do
ato de “reproduzir” uma coreografia, da técnica da dança, dos movimentos
pré-definidos e educa-lo no sentido de se conectar ao sentimento e expressar isso
através do movimento utilizando-o como a própria linguagem humana.
Nós temos a necessidade de achar sentido em tudo e o
Real é exatamente o que não faz sentido, como diz Lacan.
PÚBLICO ALVO
Apesar de estar dentro da modalidade de Dança
Expressionista, o Método não se aplica apenas a bailarinos. Se aplicado a
bailarinos, veremos uma dança com movimentos mais delineados e que,
automaticamente, vêm de técnicas que já estão incorporadas em qualquer
movimento daquela pessoa (o exemplo disso é o fato de muitos bailarinos
clássicos andarem na rua na posição “em dehor”).
Se aplicado a atores, nas aulas são explorados textos
para que eles levem o aluno ao movimento. E se aplicados a alunos que não
pertencem ao Universo Artístico, será explorado o aspecto terapêutico do
método, uma vez que ele provoca um profundo bem estar em quem o pratica, uma
vez que neutralizamos o corpo de todas as suas limitações subjetivas, podendo
inflá-lo de sentimentos e sensações positivas gerando movimentos libertadores.
Além disso, nada impede que utilizemos, junto com o movimento, também a voz,
seja em forma de texto, som ou canção.
No entanto, as aulas não são recomendadas para menores
de 18 anos, uma vez que é necessário ter, além de uma certa consciência
corporal, uma maturidade para entrar em contato com as limitações subjetivas.
OBJETIVOS
ESPECÍFICOS
Desenvolvimento da percepção auditiva, visual e tátil;
Desenvolvimento da noção rítmica em tempo, espaços e
limites, facilitando o desenvolvimento intelectivo do aluno;
Desenvolvimento da expressão livre do aluno – criatividade,
cooperação e participação;
Desenvolvimento e estímulo à parte sensitiva no
comportamento do aluno – liberação das emoções;
Desenvolvimento da autoestima (descoberta e apreciação
da própria capacidade);
Relaxamento e lazer, aliviando tensões;
Permitir ao aluno entrar em contato com a sua fantasia,
emoções e sentimentos;
Exercitar a capacidade de pensar e criar;
Exercitar a capacidade de ler o mundo e de escrever
sobre a leitura que se faz do mundo.

